Policial
e juíza são
presos após bebedeira
A bebedeira de um policial federal (do Pará)
e de uma juíza federal do Trabalho (do Mato
Grosso) terminou no xadrez. Após se embriagarem
em um bar do Batel, os dois resolveram terminar a noite
em um Flat, no cruzamento da Rua Doutor Faivre e Nilo
Cairo, no centro.
O simples fato de o porteiro pedir para o agente
federal Cláudio Vinícius Nogueira de
Oliveira, 32 anos, preenchesse uma ficha de entrada,
desencadeou a confusão. Irritado, o policial
atirou duas vezes contra o porteiro e o segurança
do hotel, mas não os feriu.
A Polícia Militar foi chamada e encaminhou
Cláudio e a juíza federal Rafaela Barros
Pantaeotto, do Mato Grosso, para o Centro Integrado
de Atendimento ao Cidadão (Ciac), instalado
no 1.º Distrito Policial.
Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio
e encaminhado à Polícia Federal. Ela
foi autuada por desacato à autoridade e liberada
na manhã de ontem.
Escândalo
A juíza estava hospedada no flat e saiu para
se divertir na noite de domingo. Por volta das 5h,
retornou acompanhada de Cláudio. O casal quis
subir para o quarto de Rafaela, mas foi advertido
pelo porteiro, pois como ele não era hóspede,
precisava preencher uma ficha.
Fora de si, Cláudio sacou a arma e apontou
para a cabeça do porteiro. Assustado, o rapaz
entregou a primeira chave que achou. Enquanto o casal
subia para o quarto, ele acionou a Polícia
Militar, que supôs se tratar roubo contra o
hotel.
Assim que o agente da Polícia Federal chegou
ao quarto, teve dificuldades para abrir a porta e
chutou, arrebentando-a. Só que o quarto não
era o da juíza, e sim de uma senhora -
de 70 anos -, que havia acabado de deixar o hospital
e levou um grande susto.
O casal alcoolizado desceu e encontrou o porteiro
e o segurança. A juíza começou
a xingá-los e o agente sacou novamente a arma.
O segurança do hotel tentou tomar a arma e
o agente disparou dois tiros, que por pouco não
acertaram os funcionários do hotel.
Policiais militares chegaram e efetuaram a prisão
encaminhando a dupla ao distrito. Não contente,
o casal deu um novo “show”. Ela agrediu
verbalmente os policiais militares e os civis, salientando
que era juíza. Mas não tinha documentos
que comprovassem a função.
O agente quebrou a porta do xadrez com um chute,
após ser preso. Depois do “barraco” foi
confirmado que ela era juíza federal (passou
em concurso em 2006) e foi chamada uma colega de
serviço dela para acompanhar o flagrante.
Do Paraná Online
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