Íncubos
e súcubos
A campanha eleitoral está engraçada.
Os candidatos de oposição estão
pisando em ovos. Temem atacar Beto Richa de
frente e ver sua rejeição explodir
como, aliás, já aconteceu com
Gleisi Hoffmann, reitor Moreira e Fábio
Camargo.
Para tentar desconstruir o tucano, sem estourar na testa o sorvete da rejeição,
os candidatos tentam vários expedientes. O mais curioso deles é plantar,
com os devidos isolamentos, locutores para atacar Beto Richa. São
como os íncubos e súcubos das lendas medievais.
O íncubo do reitor Moreira é um careca sinistro, parece primo
do Romanelli, faz indagações ameaçadoras sobre os
gastos da prefeitura com propaganda. Sua aparição é isolada
de Moreira pela colocação, bem no início do programa
do PMDB. Quando o careca sai, entra Requião. Só depois Moreira
aparece, todo propositivo e cheio de amor para dar.
Já o súcubo de Fábio Camargo, foi plantado entre seu
programa e o do PT, deixando dúvida se era coisa de Gleisi Hoffmann
ou do petebista. O súcubo petebista deu as caras na quarta, é uma
morena com ar meio devasso. Chega a elogiar Cassio Taniguchi, que teria
asfaltado muito mais ruas do que Beto. Ela fala coisas como “esse
governo aí não nenhuma Brastemp”.
Prefeito por um
dia
Camargo é ligado a Taniguchi que, em 2003, montou uma complexa engenharia
política para que o hoje candidato do PTB, na época vereador,
assumisse a prefeitura por um dia.
Camargo tornou essa experiência, que lembrava aqueles programas antigos
de auditório, em um evento inesquecível. Com direito a mil
convites e citações de Paulo Coelho.
Jacaré
Parte da rejeição a Gleisi Hoffmann pode ser culpa do preconceito
contra a lourice. É o que suspeita Paulo Bernardo. Para combater
esse sentimento insano aí vai uma anedota ambientalmente correta:
Uma loura foi ao shopping Crystal comprar um par de sapatos de legítimo
crocodilo.
O vendedor logo informou o preço:
- Cinco mil reais!
- O quê? Não é possível... Não tem outro
jeito de eu conseguir um par
de sapatos de crocodilo legitimo? - perguntou ela, se insinuando.
- É, acho que tem... - respondeu o vendedor, que era um brincalhão,
enchendo a loura de esperanças.
- No parque Barigui, aqui perto, têm alguns jacarés. São
da mesma família do crocodilo. Devem dar uns sapatos ótimos.
A senhora pode ir até lá caçar um deles e providenciar
o seu próprio sapato!
A loura, sem perceber a brincadeira, concordou e disse que iria até o
Barigui caçar jacaré. Tudo para conseguir o seu sapato, agora
de jacaré legítimo.
No início, o vendedor não acreditou, mas a loura havia saído
da loja com um ar tão decidido que ele resolveu, assim que encerrou
o expediente, dar um pulo até ao parque checar se ela estava por
lá...
Não deu outra: quando ele chegou logo viu a loura dentro de uma área
pantanosa dando um tiro em um jacaré enorme com um fuzil Ruger Magnum.
Morta a fera, ela arrastou-a a duras penas para terra onde jaziam mortos
mais dois jacarés.
O vendedor fica espantado e sem acreditar que está presenciando
a
a uma carnificina ambiental.
Cautelosamente, com medo de levar um tiro daquela louca ele se aproxima
e escuta o que ela está falando. Ela olha o jacaré que acabou
de matar e exclama com ar de profunda decepção:
- Mas que porcaria! Outro sem sapatos!
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